Ondas gravitacionais foram detectadas pela primeira vez em 14 de setembro de 2015, às 6h51 (horário de Brasília) pelos detectores gêmeos do Observatório Interferométrico de Ondas Gravitacionais LIGO (do inglês Laser Interferometer Gravitational-wave Observatory), localizados em Livingston, Louisiana, e Hanford, estado de Washington, nos Estados Unidos, cerca de 100 anos após terem sua existência prevista por Albert Einstein, em sua teoria da Relatividade Geral. O sinal detectado era o de um par de buracos negros espiralando um em direção ao outro, seguido do ressoar do buraco negro resultante da fusão dos dois. Esta fusão ocorreu a uma distância de ~ 1.3 bilhões de anos-luz. As massas dos buracos negros iniciais eram de 29 M⊙ (massas do Sol) e 36 M⊙, e a massa do buraco negro resultante foi de 62 M⊙. Cerca de 3.0 M⊙c2 de energia foi irradiada na forma de ondas gravitacionais. Este evento inaugurou a Astronomia de Ondas Gravitacionais, uma nova janela para observar o Universo. Outros quatro eventos envolvendo também pares de buracos negros foram detectados: em 26 de dezembro de 2015, 04 de janeiro, 8 de junho e 14 de agosto de 2017, este último também detectado pelo interferômetro Virgo, consolidando esta astronomia. Porém, um evento ainda mais impressionante foi observado no dia 17 de agosto de 2017, às 09:41:04 (do horário de Brasília). Tratava-se do sinal em ondas gravitacionais de um par de estrelas de nêutrons, que ao se fundirem, diferentemente dos pares de buracos negros, emitiram uma gama enorme de ondas eletromagnéticas, que cobriram boa parte de todo o espectro, inaugurando um novo tipo de astronomia, chamada de multimensageira, envolvendo observação conjunta de ondas gravitacionais e eletromagnéticas. 

Nesta apresentação daremos mais detalhes sobre estas ondas gravitacionais, os detectores, o que já aprendemos com todas estas detecções e as consequências desta fenomenal conquista da ciência contemporânea, ganhadora do prêmio Nobel de Física de 2017. Também traçaremos as perspectivas para o futuro da recém-inaugurada Astronomia de Ondas Gravitacionais, que vai revolucionar o nosso conhecimento da física e astrofísica e, provavelmente, nos ajudar a responder às suas principais questões da atualidade: a matéria escura, a energia escura e como o Universo teve início.

Com Odylio Denys de Aguiar, possui graduação em Eletrônica pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica, mestrado em Astrofísica pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e doutorado em Física - Louisiana State University System. É pesquisador titular e professor do curso de pós-graduação em Astrofísica do INPE e membro do Gravitational Wave International Committee
É Chefe da Linha de Pesquisa em Astrofísica de Ondas Gravitacionais (ONG) na Divisão de Astrofísica (CEA/DAS) do INPE desde 2002, quando ela foi criada. Tem experiência na área de Física, com ênfase em Relatividade e Gravitação Experimentais, atuando principalmente nos seguintes temas: ondas gravitacionais, detecção de ondas gravitacionais, detector Mario Schenberg, projeto LIGO, LIGO Voyager. Desde 2006 o Brasil possui a sua própria antena criogênica (esférica) de ondas gravitacionais. Participou, dentro da Colaboração Científica LIGO (LSC), das primeiras detecções de ondas gravitacionais, ocorridas em 2015 e 2017, as quais inauguraram uma nova janela para a observação do Universo: a Astronomia/Astrofísica de Ondas Gravitacionais e uma nova Astronomia Multimensageira. Ganhou 6 prêmios internacionais e foi coautor dos papers/trabalhos que acarretaram o Prêmio Nobel de Física a Rainer Weiss, Kip Thorne e Barry Barish em 2017. Coordena o desenvolvimento instrumental no Brasil para detecção/observação de ondas gravitacionais desde 2000, e busca consolidar a pesquisa em ondas gravitacionais no Brasil, envolvendo a comunidade científica brasileira em projetos de detecção/observação de ondas gravitacionais.

Data: 19/07 | Quinta
Horário: 19h30 
Local: Telão de Cinema ao Ar Livre
Parceria: Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais - INPE

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