A “morte” do livro já foi anunciada e negada inúmeras vezes desde fins do século XX e começo do XXI. Com o advento das plataformas digitais, acreditou-se que o livro estava fadado ao fim, como o vinil ou o CD. A verdade é que nenhuma dessas mídias desapareceu completamente, apenas ganharam outros significados, usos e formas, assim como o rádio com o advento da televisão e como acontecerá com esta e com o cinema graças a aplicativos on-line de filmes e séries. O que realmente testemunhamos no caso do livro é o renascimento de formatos esquecidos, como livros impressos em tipografia, zines feitos em xerox e cadernos de artistas. O mais intrigante, no entanto, é que todo esse debate nos possibilitou relembrar as trilhas nem sempre lineares que o objeto que hoje conhecemos como livro – em formato 14 X 21, com folhas impressas, encadernadas numa determinada ordem – traçou. Relembrar essa história, descobrir que o livro nem sempre foi isso que hoje temos a nossa frente, desnaturalizar sua forma e colocá-la dentro de um contexto histórico, tudo isso só nos dá mais liberdade não para vislumbrar o seu fim, pelo contrário, para construir e imaginar seu futuro. O livro como objeto está agora livre de sua casca histórica e pode transformar-se.

Com esse bate-papo é isso que se pretende: recolocar o livro como objeto da história para provocar sonhos e possibilidades de seu futuro; ajudar a imaginar novas formas de se contar histórias e de se guardar informação, de se fazer arte literária. A importância disso para um país que tem cerca de 30% de analfabetos funcionais e que pouco lê é grande. Ao nos vermos livres da hegemonia das formas e dos conteúdos canônicos, podemos repensar maneiras de atingir públicos diferentes, com interesses diversos e variados níveis de letramento. Podemos tentar trazê-los para perto, buscar ajudá-los a descobrir a literatura e, a partir daí, trilhar seus próprios caminhos de leitura.

Jair Marcatti é sociólogo e historiador cursou mestrado na área de Teoria da Comunicação (ECA-USP), especialista nas áreas de Cultura e Globalização e Educação. Foi professor do curso de Relações Internacionais da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM – SP), onde hoje coordena Observatório de Economia Criativa (O.E.C.). Aí desenvolve pesquisas e atividades ligados à questões da economia da cultura e das formas de inserção internacional do Brasil por meio de expressões culturais.Pesquisador da cultura brasileira em suas várias e diferentes manifestações (popular e/ou erudita), com destaque especial para as expressões musicais brasileiras. Consultor para fundações e projetos educacionais, além de atuar como conferencista. Foi idealizador, organizador e curador de diversos projetos na área de cultura; tendo sido, de 2014 a 2017, curador do projeto “Imagens do Brasil Profundo”, um amplo painel sobre a diversidade cultural brasileira, na forma de encontros, debates, palestras, shows e bate-papos musicais, realizado na Biblioteca Mario de Andrade, em São Paulo. Faz parte desde 2017 do Conselho Curador do Prêmio Jabuti.

Tarcila Lucena têm vinte anos no mercado editorial, trabalhando desde a venda até a produção do livro, como divulgadora, revisora, preparadora, assistente editorial e editora-chefe. Experiência em produção executiva de eventos com financiamento público, foi supervisora de ação cultural da Biblioteca Mário de Andrade de 2013 a 2016, e criou, junto com os editores João Varela e Cecília Arbolave a Feira Miolo(s) de publicações independentes. Também escreve e já publicou três obras em parceria com dois jovens artistas e dois xilogravuristas paulistas importantes: Serafina, com imagens de Jonas Meirelles, tiragem de 200 exemplares costurados à mão; e Vermelha Linha, com fotos de Gabriela Lissa Sakajiri, tiragem de 200 exemplares, impresso na Ipsis, em formato de mapa de metrô; e Diálogos com Ariadne, pequenos contos com moral que inspiraram gravuras de Claudio Caropreso e Francisco Maringelli, publicados com as reproduções das gravuras em formato de cartaz. Hoje tem uma pequena editora com mais dois amigos chamada Devora Editorial. 
 
Data: 15/09 | Sábado
Horário: 16h
Local: Atrium do Pavilhão São José 
 
Público-Alvo: Jovens e adultos, leitores e interessados em literatura e escrita em geral.
Capacidade: 40 pessoas por ordem de chegada. 
 
 

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